Na construção civil o gesso é utilizado em revestimentos e
decorações interiores, seja em pasta (obtido a partir da mistura com água) ou
em argamassa (mistura com areia). A utilização do mesmo não é feita em ambientes
externos, já que se deteriora na presença de água. Em interiores o gesso
promove acabamentos excelentes, promovendo ótimos trabalhos em paredes, painéis
e forros. Outra finalidade é construir paredes e divisórias mais leves e que
não influenciam na estrutura das construções.
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Materiais de Construção - Propriedades do Gesso
Sua densidade em pó varia de 0,70
a 1,00 variando de acordo com o grau de finura, sendo que sua densidade
absoluta é de cerca de 2,70 g/cm³.
A pega do gesso, que pode ser
entendido como endurecer/secamento do mesmo, depende: do tempo, da temperatura,
das dimensões aplicadas, quantidade de água aplicada, impureza e aditivos
utilizados para secagem. Dessa forma o tempo de pega pode variar de acordo com
o tipo do gesso, chegando a variar de 10 minutos até cerca de 14 horas.
O gesso depois de endurecido pode
resistir à uma tração entre 0,7 e 3,5 Mpa e à compreensões na ordem de 5 a 15
Mpa.
Algumas argamassas produzidas a
partir de gesso aderem bem a materiais
como tijolo, pedra e ferro, podendo promover corrosão o que não ocorre
com ferro galvanizado.
O gesso não é inflamável e também
é inodoro, aplicado em placas promove satisfatórios resultados no que diz
respeito a isolamento térmico e acústico e impermeabilidade ao ar. Sua
condutibilidade térmica é de 0,40cal/h/cm², um valor relativamente fraco.
Materiais de Construção - Classificação comercial do Gesso
A classificação comercial do gesso se dá em três tipos:
- Gesso Escaiola: gesso com 80% de peso hemidratado, de cor branca, com finura adequada quando moído.
- Gesso Branco: 66% de peso hemidratado, de cor branca e também com finura adequada quando moído;
- Gesso Negro: 55% de peso hemidratado, de cor cinza devido às impurezas e com granulometria menor do que o gesso Escaiola ou Branco.
Materiais de Construção - Obtenção do Gesso
A produção do gesso se dá pela mineração e calcinação da gipsita, mineral natural produzido pela evaporação de mares, constituída de sulfato biidratado de cálcio acompanhado de certa quantidade de impurezas, valor que geralmente não ultrapassa 6%, como: sílica (SiO₂), óxido de ferro (FeO), carbonato de cálcio (CaCO₃), alumina (Al₂O₃), entre outros.
Reações Químicas do Gesso
As pedras de gipsita, depois da
britagem e trituração, são queimadas na
temperatura entre 130 e 160ºC. Nessa temperatura, a gipsita perde ¾ de sua
água, passando de biidratado para semihidratado, que é mais solúvel que o
diidratado.
CaSO4
. 2H2O + calor → (CaSO4 . ½
H2O) + 1,5 H2O
Esse gesso hemidrato (semihidatado) é conhecido como gesso
rápido (quanto à pega), gesso estuque ou gesso Paris e endurece entre 15 e 20
minutos, apresentando uma dilatação linear de 0,3% e, após seu endurecimento,
este retrai bem menos do que sua dilatação inicial, sendo, portanto, muito
usado em moldagem. O endurecimento do gesso faz-se a partir da produção de uma
fina malha cristalizada, interpenetrada, responsável pela coesão do conjunto.
Esse tal endurecimento é conhecido como pega de gesso, e é acompanhado da
elevação da temperatura já que se trata de um processo exotérmico. A 250ºC, o
gesso torna-se anidro (sem água) e o resultado é a formação de anidrita
solúvel, que quando em água, transforma-se em hemidrato.
Entre 400 e 600ºC, a anidrita
torna-se insolúvel e não é mais capaz de fazer pega, transformando-se num
material inerte e participando do conjunto como material de enchimento.
CaSO4
. 2H2O + calor → CaSO4 + 2H2O
Entre 900 e 1200ºC, o gesso sofre a separação do SO3 e da
CaO, formando um produto de pega lenta
(pega entre 12 e 14 horas) chamado de gesso de pavimentação, gesso hidráulico .
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